quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Violei a Violência!

Violei o meu limite
Me perdi na contramão
Encontrei na dinamite
Um motivo de exclusão
Violei, violei
Violei a Violencia
Não queria ser igual
Nem queria ser banal
Só queria a liberdade
Sempre longe da prisão
Violei, violei
Violei a Violência
Associei sociedade
À violência e ambição
Ateei fogo no índio
E agredi me divertindo
Violei, violei
Violei a Violência
Estuprei o indefeso
Abortei o embrião
Velocidade é adrenalina
E a droga é cocaína
Violei, violei
Violei a Violência
Natureza sem defesa
Busca trégua na vingança
Vida humana o sofrimento
Haiti a esperança,
Violei, violei
Violei a Violência
Tsunami,terremoto
Chuva forte sem clemência
Ar impuro, água suja
Violência é conseqüência
Violei, violei
Violei a Violência
Se a natureza é minha casa
E a violência é meu produto
Não produzo mais o mal
Que é produto tão letal
Violei, violei
Violei a Violência
O planeta é a terra
E o bem a escalada
O flagelo é o mal
E a PAZ é almejada

Cuiabá 11/02/2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

Edição nº 12572 20/11/2009


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Drogas e educação escolar

A educação escolar oferece qualidade de vida e as drogas entram contrariando todos os princípios educacionais reduzindo o rendimento escolar ou até ao abandono dos estudos. Ações educativas dentro das instituições de ensino são relevantes, sobretudo porque acredito que ainda seja o melhor caminho para permear essa questão delicada que ficaria enfraquecida sem o respaldo de um compromisso político, além de uma importante participação comunitária.

Ressalto que campanhas publicitárias divulgadas na mídia alertam sobre complicações de ordem psicológicas e efeitos químicos destrutivos no organismo, seja como for não são suficientes para atender o caos causado e muito ainda pode ser feito nesse sentido.

As diferenças sócio-econômicas sugerem a desorganização das famílias, ficando a parceria da escola-família e vice-versa, cada vez mais distante diante da fragilidade à que estão expostos os pais nos reveses da vida, o que não aconteceria se famílias alicerçadas buscando respostas para os desvios dos filhos e junto com a escola procurassem senão soluções, medidas paliativas que minimizassem o flagelo das drogas.

Todos os dias jovens ricos e pobres estão expostos ao submundo das drogas, sofrendo e morrendo dentro ou nas portas das escolas, continuam destruindo famílias e achando divertido atear fogo em pessoas em pontos de ônibus e praticando atos de vandalismo contra a natureza, escola e a própria vida. Eis porque seria inútil escamotear a realidade da educação escolar e familiar, afinal as duas se completam nas atribuições e responsabilidades, logo, o ideal seria a união entre as duas buscando concatenar atitudes sutis de mudanças no ensino, que tragam reflexos no campo social.

Entretanto, a função da escola é atuar como norteadora na formação intelectual e social desses jovens, vale então repensar no papel das escolas enquanto educadoras, que interagem com saúde e o meio ambiente fazendo uma ponte entre o obscuro universo das drogas e a informação produtora de conhecimentos, sem cair nas falácias de um vão moralismo, que rebela ainda mais ou na melhor das hipóteses causa a indiferença dos jovens.

Nestas condições, a escola empenhada em cumprir com seu compromisso de resgatar a auto-estima dos estudantes, salvaguardando sua integridade moral, vê-se diante de um grande desafio: abordar o tema de maneira que não hostilize os alunos envolvidos na problemática, falando sobre drogas de forma clara e sem medos, sem opiniões antecipadas, porém desvendando o enigma oculto nesta questão. Esse tema não é tão somente uma questão escola-família, família-escola, porque, todas as classes sociais se deparam com o problema. O fato é que, lícitas ou ilícitas as Drogas agridem a saúde e o meio ambiente em todos os seus seguimentos.

O Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência, atua no Estado de Mato Grosso desde o ano de 2000 através da Polícia Militar, com um trabalho sério de prevenção contra as drogas em cima de muito carinho e respeito com as escolas e estudantes. Segundo o mesmo, a postura educacional estratégica surte mais eficiência, para tanto família, polícia e escola devem se unir contra a ousadia e sofisticação do crime organizado. Medidas como estas não recuperaram a saúde física e o rendimento escolar dos usuários, mas com certeza seria a ênfase que o problema necessita para assinalar mudanças no ensino e nas dificuldades enfrentadas pela educação. Refletir os problemas e fomentar a discussão que envolve as drogas denota preocupação e respeito, afinal a escola tem como pressuposto a identificação de qualquer indivíduo.

* ZILMA MOZER, Bacharel em Ciências Biológicas, especialista em Saúde Pública e Ambiental e Professora da rede pública de ensino

zilmamozer@terra.com.br
Edição nº 12566 13/11/2009

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Ensinar ou aprender com tecnologia?

Formada em Biologia no ano 2005/01 e tendo abraçado a docência como profissão por opção, pois acredito piamente que o educador pesquisador pode e deve permear novos caminhos que visem instrumentalizar conceitos antigos e arcaicos dentro de uma linguagem que facilite o complexo no simples ou o “sem graça” no lúdico que instrui.

Sei que, enquanto educadora que a escola como instituição de ensino deve ser ativa e contínua visualizando um aprendizado que caminhe na mesma velocidade da tecnologia. Naturalmente o Professor é tido dentro desse contexto como a ponte que une o estudante aos meios de comunicação levando-o à busca desse aprendizado, porém integrando o mesmo a um senso de criticidade.

O computador na escola pode não revolucionar a educação no Brasil e porque não dizer em qualquer parte do mundo, afinal, sabemos que o aluno ainda é o ator principal dessa construção tão pessoal se considerarmos suas habilidades e questões culturais. É necessário estímulo e essas máquinas tão atrativas com certeza podem ser uma motivação a mais que dará ao professor subsídios para tão árdua tarefa, que é fazer com que ele apreenda o aprendizado.

Nós, educadores temos a árdua missão de levar os alunos a produzirem seus conhecimentos de maneira reflexiva e não impositiva, mas com os recursos tradicionais, nos quais fomos educados e formados podemos perceber que a desvantagem faz a diferença no que diz respeito a prender a atenção de nosso público alvo.

Ora, então, encontro-me do lado de lá quando percebo que agora devo aprender as benesses a mim oferecidas pela tecnologia informatizada, caso contrário não conseguirei correr atrás dessa avidez contínua da Educação Escolar, sobretudo se pensar no avanço da tecnologia globalizada e relevante para a educação, pois a mesma não só aproxima culturas, facilita pesquisas científicas que muitas vezes desfaz conceitos pré-estabelecidos aguçando essa criticidade formadora de opinião, como enriquece o intelecto.

No âmbito social e profissional sei que tenho uma enorme simpatia pelo uso da informática no ensino e aprendizagem como instrumento metodológico. Reconheço sua importância nessa discussão, porém por vezes me vejo atrapalhada em meio aos complicados processos que envolvem as máquinas, é como se fosse o medo do desconhecido. Tenho consciência de que as reciclagens são extremamente importantes, principalmente porque sempre acreditei que em ciências não existem verdades absolutas. O estudante pode constatar de forma rápida e eficiente, através dessa globalização que a internet lhe oferece, que a realidade vivenciada por ele pode não ser efetivamente a de um estudante de outra cultura.

Todas essas observações me levam a procurar o lugar de aluna no intuito de adquirir mais experiência e explorar essas novas propostas. Descobri de forma racional e absolutamente positiva que um universo informatizado mora ao lado. Todavia, cabe a mim, profissional da educação explorar meu potencial de forma instigante e não escravizada oportunizando utilizar tanta tecnologia igualmente a meu favor como aluna e a favor do meu foco de trabalho; o estudante.


* ZILMA MOZER GOMES, Bacharel em Ciências Biológicas, especialista em Saúde Pública e Ambiental e Professora da rede estadual zilmamozer@terra.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades,
teria ouvido verdades que eu insisto em dizer brincando.
Falei muitas vezes como um palhaço, mas nunca desacreditei na platéia que sorria. "
(Chaplin)